domingo, 17 de junho de 2012

História do Karatê

A história do Karate perde-se no tempo. Formas de defesa pessoal que usavam os próprios membros como armas, foram vistas em muitos lugares do mundo em épocas bem distantes. A teoria mais aceita hoje sobre sua origem é a de que um monge – Daruma – vindo da Índia para a China teria trazido os ensinamentos de uma luta ao Mosteiro Shaolin.
Na China, sob a orientação de Dharma (Bodhidharma), e como os monges passavam muitas horas em meditação, permaneciam muitas horas imóveis, o que aliado aos meios de subsistência, faziam com que os monges se tornassem mais volúveis às doenças.
Então, Dharma, iniciou com estes monges a prática de uma atividade física, com o intuito de lhes estabelecer a força física e espiritual. Foi assim que nascia o Kempô e passado pouco tempo, pelas suas técnicas bastante eficazes, estes monges eram temidos principalmente pelos salteadores de estradas da época.



No século XIV, o Kempô foi introduzido em Okinawa. Lá se desenvolveu desmembrando-se em três escolas importantes. Mais tarde, no século XIX, esta prática sofre algumas alterações técnicas, introduzidas por Matsumura, e passa a ser designada por Karate. GinchinFunakoshi, após uma apresentação pública de Karate no Japão, em 1922, passa a ser considerado o grande renovador desta arte marcial, uma vez que foi o primeiro a conciliar o Karate com os aspectos físicos do desenvolvimento humano.
A vida em Okinawa sempre foi rude. Para se adaptar ao meio naturalmente hostil e extrair seu alimento de um solo fino e impróprio ao cultivo, o habitante de Okinawa precisou forjar a vontade, a tenacidade e a engenhosidade – qualidade que teria que ter ainda em dobro em face de sucessivos invasores que pretendiam subjugá-lo, a todo custo.
O instinto de sobrevivência faria surgir recursos de resistência, técnicas de combate a mãos nuas (ancestrais do Karate) ou com armas improvisadas (ancestrais do KoBudo – Sai, Bo, Nuchako, Kama, Tonfa, Chimbe, Tekko, etc). Pescadores e agricultores de índole talvez pacífica conheceram uma história tumultuada sobretudo pela opressão dos poderosos chineses e japoneses. Pela preservação da própria individualidade e hostis a toda tentativa de integração, geração, acabaram por forjar a alma do povo okinawense, como uma Segunda natureza.
Mas nada permite afirmar que essa arte tenha oficialmente sido introduzida na ilha por verdadeiros mestres. Esse primeiro impacto, ainda superficial, deu-se provavelmente na pequena cidade de Kumemura onde estava instalada a parte essencial do grupo de imigrantes chineses.
Em vez de, no entanto, se desistimularem, os oprimidos okinawenses viram no fato um motivo a mais para desenvolverem técnicas de combate apoiadas nas próprias mãos e em elementos de Chu-Fa (trazidos pelos chineses) ou a se bastarem com os instrumentos de uso doméstico de que dispunham, os quais seriam convertidos em novas armas (origem do Ko-Budo).
Precisamente ao dia 5 de abril de 1609, os Satsumas se atiram sobre Okinawa – que estava estão com meio milhão de habitantes – com uma frota a desembarcar 3 mil guerreiros. Okinawa caiu sob o julgo do clã invasor e assim ficou até o ano de 1879, data em que a ilha se tornou território japonês, incorporada ao Império de Matsu-Hito.
Problemas elementares de subsistência não tardaram a surgir. Conta a história, que finalmente os nativos obtiveram do conquistador o direito de cada aldeia possuir, a disposição, uma única faca, presa a grosa corrente na praça central, guardada por dois soldados.
A dominante das técnicas de combate a mão nuas era indiscutivelmente chinesa (ainda que, com o passar do tempo, se mesclasse com influência de outras) e reportava-se, no. essencial, à arte Shaolin – seus mais variáveis aspectos como os estilos dos animais, a ênfase à respiração e à força mental, a eficácia dos golpes desferidos nos pontos vitais do corpo. Em suma, as mesmas diretrizes do Kung-Fu.



Este último aspecto emergiria bem mais tarde, para tornar-se preponderante no século 19, seguindo assim com um pouco de atraso a mesma evolução conhecida pelo conjunto de Artes Marciais japonesas que evoluíram do Bugei (técnica de guerra) para o Budo (via da arte marcial).
         O Okinawa-Te revivia, assim, a tradição dos monges do mosteiro Shaolin, que eram perseguidos pelo policiamento imperial. Tecnicamente sabe-se bem pouco desse período obscuro do Karate, exceto que pés e mãos (pontas dos dedos, antebraço, cotovelos, joelhos) tornaram-se armas eficientes e rápidas, capaz de substituir as lâminas banidas. Não havia lugar para estética e, também, não se pode dizer que os estilos já haviam se individualizados naquela época. É mais sensato situar no século 18 a formação de três estilos básicos de Okinawa-Te: Shuri-Te – denominações provenientes dos nomes das cidades nas quais eram praticados. Também não se pode afirmar que já se praticavam alguns Katas – embora algumas fontes citem o Passai (antigo Kata praticado desde o século 14) e o Koshiki-Naihanti (antiga forma do Tekki), cuja posição em “cavaleiro de ferro” se adequaria bem às necessidades dos habitantes da ilha de treinar sobre rochedos.
GinchinFunakoshiconsiderado o pai do Karate, nasceu em 1868, no distrito de Yamakawacho, em Churi, sede administrativa de Okinawa e faleceu em 1957, aos 89 anos em Tókio.
Começou a praticar Karate em Okinawa com o mestre YasutsuneAzato, um homem alto e dinâmico que tinha batido muitos homens na sua época e, insuperável na arte do Karate em toda a Okinawa, além disso, primava na arte de equitação, esgrima, e do manejo do arco. Treinou, também, com outros grandes mestres, tais como: mestre Ki, que, Kiyuna, que usando a mão sem proteção, podia retirar a casca de uma árvore viva numa questão de momentos; mestre Toonno de Naha, um dos eruditos confucianos mais conhecidos da ilha; mestre Niigaki, cujo extraordinário bom senso impressionou-o profundamente. Mestre Matsumura, um dos karatekas mais notáveis e YasutsumeItosu, também, um dos mestres mais respeitados naquela época.
De físico pouco avantajado, GinchinFunakoshi sofreu muito nos treinamentos. Treinou muito KataTekki (Naihanchi) que durante muito tempo foi a base da arte. Desenvolveu força golpeando o makiwara e treinando com chinelo de ferro.
Sempre foi costume que o aluno treinasse com um único mestre e nunca o deixasse, mas mestre Azato pensava que não deveria ser assim, razão pela qual enviava seu alunos para treinar com outros mestres. Com isso Funakoshi teve a oportunidade de treinar com os mestres já mencionados.
Ansioso de perfeição, sua imagem refletia o mais completo Budoka e seu ideal era conseguir todo bem resultante da prática do Okinawa-Te.
Funakoshi passava todo o seu tempo livre treinando na casa do seu mestre, e só ia à casa para trocar de roupa. Devido às suas saídas noturnas para treinar, muita gente pensava que visitava bordel. Mas, um dia, passou sobre a cidade uma forte ventania, e viram Funakoshi subindo num telhado e praticando a força de suas bases (posições). Chegaram a pensar simplesmente que estava louco. Nunca adivinhariam que este homem, professor pobre cuja mulher trabalhava numa granja para angariar dinheiro para a família, seria um artista marcial respeitado mundialmente.
Além de mestre de Karate-Do, era como já vimos, exímio poeta e quando escrevia os seus poemas usava o pseudônimo de Shoto, que quer significa ondas de pinheiro. Ele usava este nome porque a cidade nativa de Shuri, local do seu nascimento, era rodeada por colinas com florestas de pinheiro RyuRyu e vegetação subtropical. Entre elas estava o monte Toroa. A palavra Toroa significa “cauda de tigre” e era particularmente adequada porque a montanha era estreita e tão densamente arborizada que realmente tinha a aparência de uma cauda de tigre quando vista de longe. Quando dispunha de tempo, costumava caminhar pelo monte Toroa, às vezes à noite quando a lua era cheia ou quando o céu estava tão claro que se podia ficar sob uma cobertura de estrelas. Nestas ocasiões, podia-se ouvir o farfalhar dos pinheiros e sentir o profundo e impenetrável mistério que está na raiz de toda a vida.
Em 1936, foi fundado o primeiro Dojo oficial de Karate, pelo Comitê Nacional e, devido aos feitos de mestre Funakoshi foi batizado com o nome de Shoto-Kan. Daí surgiu o nome de uma escola (estilo) que até hoje é cultivada em várias partes do mundo, a Shotokan, ou seja, Shoto, pseudônimo de Funakoshi, mais Kan, escola, formando Escola de Funakoshi.
O Karate que conhecemos hoje foi aperfeiçoado através de mais de sessenta anos pelo mestre GinchinFunakoshi. Portanto, ele é considerado o pai do Karate moderno.


FILOSOFI
O Karatê é um esporte-arte fundamentado nos princípios do respeito mútuo e equilíbrio corpo             mente, de forma a buscar o elevo do caráter e harmonia no convívio social procurando sempre a correção   dos erros numa visão de auto-estima e respeito ao próximo.
"Se o adversário é inferior a ti, então porque brigar?
Se o adversário é superior a ti, então porque brigar?
Se o adversário é igual a ti, compreenderá o que tu compreende...
Então não haverá luta.
Honra não é orgulho, é consciência real do que se possui."


sexta-feira, 4 de maio de 2012


Lutas

Prática corporal imprevisível, caracterizada por determina- do estado de contato, que possibilita a duas ou mais pessoas se enfrentarem numa constante troca de ações ofensivas e/ou defensivas, regida por regras, com o objetivo mútuo sobre um alvo móvel personificado no oponente.
GOMES,M.S.P;MORATTA,M.P;DUARTE,E;ALEMIDA,J.JG.Ensino das lutas: dos princípios condicionais aos grupos situacionais. Porto Alegre,   v.   16,   n.   02,   p.   207-227,   abril/junho   de   2010.
A definição de lutas proposta por Nakamoto et al. (2004), caracteriza que ela é um jogo de oposição, entre duas ou mais pessoas, onde o alvo é o adversário, existindo a ação de ataque a qualquer momento e simultaneamente. Nesse contexto, as habilidades de controle do próprio corpo, para atacar, defender, bloquear, e se esquivar, e do corpo do adversário, para ser empurrado, puxado, dominado e atingido. São importantes as praticas da lutas. Quanto ao controle do próprio corpo, relevam-se as habilidades de equilíbrio, coordenação motora e força. Já no adversário destaca-se a força e a coordenação.

VECCHIO, Fabricio B. D; FRANCHINI, Emerson. Lutas, Artes Maciais e Esportes de Combate: Possibilidades, Experiências e Abordagens no Currículo da Educação Física. p. 104

OS PRINCÍPIOS CONDICIONAIS DAS LUTAS:

 • Contato Proposital
Pode ocorrer de várias maneiras: Através das mãos, dos punhos, dos braços, das pernas, do corpo inteiro ou mediado por um implemento; contínua ou intermitentemente deve acontecer para que haja Luta e para que ela se desenvolva. Esse princípio condicional exige que os oponentes se toquem (intenção/ propósito) de alguma forma (técnica-tática) para conquistarem o objetivo da luta e obter êxito sobre os adversários.

  • Fusão Ataque/Defesa
Tais ações são simultâneas e  até  certo  ponto fundidas ,   na medida em que é raro observá-las isoladamente, tanto na interação entre os indivíduos ou nas ações de um dos lutadores.

  • Imprevisibilidade
Ações ofensivas e defensivas são simultâneas. Não existem estratégias seqüenciais completamente previsíveis numa luta, pois as ações de um lutador podem ou não ser respostas às ações do adversário. Essa imprevisibilidade faz com que o pensar a luta seja tão importante quanto o realizar a ação da luta.

 • Oponente(s)/Alvo(s)
O alvo, além de ser móvel, também pode executar ações de ataque e defesa. É essa condição que justifica o contato imprevisível de um combate. Se os alvos são os próprios lutadores, o contato é o meio pelo qual deverão atingi-los.

  • Regras
Regras sociais, políticas ou éticas. As Lutas dependem das regras para sua legitimidade e elas devem ser respeitadas para que aconteça um combate. É esse princípio condicional que define se, para atingir o alvo, devem-se usar as mãos, as pernas; se o contato deve ser direto; se haverá o uso do implemento etc.
Classificação das Lutas
A luta é a manifestação esportiva mais popular, sendo classificada sob duas formas:
Com golpes de percussão (socos), que pode ser representado por Boxe, Esgrima, Muay Thai Taekwondo e Karatê.
E a maneira tradicional (domínio), na qual é proibida a utilização de punhos, sendo representada por Judô, Sumo e Jiu Jitsu.
Mista: É a junção das duas características, percussão e tradicional (domínio): Aikido, MMA e Sambô.

Curiosidades:
No Aikido ocorre algo fundamental que não acontece em qualquer outra modalidade: não há competições. Sendo assim, também não há vencedores ou perdedores e não há campeões. Em nenhum  momento durante o treino, o praticante de Aikido enfrentará outro para saber quem é o melhor, ou quem sairá vencedor do duelo. Para os olhos do leigo que assiste um treino ou demonstração pode parecer que esteja acontecendo uma luta. Isso ocorre porque durante um treino de Aikido, há dois papéis bem definidos que são adotados pelos praticantes. Entretanto, nestes papéis ambos co-operam para o desenvolvimento de si próprios e do parceiro. Ambos treinam e desenvolvem certas capacidades como: não-resistência, intenção, atenção, fluidez, percepção, sensibilidade, equilíbrio entre outros. Tais papéis são conhecidos como nage ou tori (aquele que aplica a técnica), e uke (aquele que recebe a técnica).
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SAMBÔ significa "autodefesa sem armas". O praticante de Sambô é denominado samboca.
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Ler mais:

Para ESPARTERO (1999), as Lutas podem ser categorizadas em:
“Esportes de Luta com agarre”
Seria uma ação básica que tem como objetivo a derrubada, as projeções e o controle no solo.
 Pode ser subdivida pela finalidade “lutatória”: finalizar o combate ao projetar o oponente ao solo ou continuar a luta no solo após a projeção.
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“Esportes de Luta com golpes”
É realizada apenas com os punhos; apenas com as pernas, ou mãos e pernas conjuntamente.
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“Esportes de Luta com implemento”.
Tem como objetivo tocar o adversário com um implemento, como a espada, por exemplo (ESPARTERO, 1999).
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O contato é um princípio condicional e vai depender da distância entre os adversários para ser definido.
Curta Distância
Uma modalidade de curta distância possui um espaço praticamente nulo entre os oponentes e, para a realização das técnicas e alcance dos objetivos da luta, é necessário que os praticantes se coloquem em contato direto (contato como um meio para o fim).
                                                                 Judô, Sumo e Jiu Jitsu
Como situações específicas da curta distância estão verbos como segurar, pegar, projetar, rolar, cair, desequilibrar, que demonstram a necessidade do contato direto entre os oponentes na prática dessas modalidades.
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Média Distância
A distância média seria um espaço moderado que permite a aproximação em situações de ataque entre os oponentes, pois a intenção e o propósito ofensivo vão determinar a distância entre os lutadores. Os golpes caracterizam o contato e não dependem dele para acontecer como na curta distância (o contato é um fim e não o meio).
Taekwondo, Karatê e Muay Thai.
Estão presentes os chutes, socos e as sequências combinadas.
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Longa Distância
Já na longa distância, definida pela presença de um implemento, deve haver uma distância maior entre os oponentes para que os mesmos possam manipular de forma adequada esse implemento, fazendo com que o contato entre eles seja através de uma espada, por exemplo.
Kendo e Esgrima
Empunhaduras, habilidades manipulativas e posturas.

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A seguir vamos descrever algumas atividades que podem ser desenvolvidas com as crianças para se familiarizar com o tema Lutas.
1) Sociabilização: A professora solicita que seus alunos fiquem na formação em circulo e, um de cada vez, vai dizer seu nome seguido de um golpe de luta de seu conhecimento. O colega da sua direita deverá dizer seu nome seguido de um golpe e o nome do colega da esquerda repetindo o nome e golpe dele. Essa atividade promove a interação de um aluno com o outro, e a introdução ao tema Lutas.

2) Aquecimento: A atividade tem como partida caminhar pelo local limitado pelo professor, que pode aumentar ou diminuir o ritmo da caminhada através de palmas.Os alunos deverão ficar atentos ao comando do educador que dirá uma parte do corpo do colega a ser tocada, os alunos devem tocar sem deixar ser tocado. Essa atividade pode ser modificada de acordo com a modalidade, aumentando grau de dificuldade. Fazendo o aluno vivenciar a realidade da Luta.

3) Domínio: Separar a turma em duas filas, uma de frente para outra, formando assim duplas. Para não deixá-los constrangidos pode-se optar pela participação de sexos iguais, assim não há uma diferença de força podendo assim machucar o aluno. Após a divisão os as duplas são separadas por uma bola Suíça (utilizada em Pilates e fisioterapia). Ao comando os alunos disputarão por essa bola, sendo o vencedor o aluno que estiver com a bola nas mãos. Pode-se iniciar a atividade em posições de partida utilizada nas diversas modalidades.

4) Luta Mista: Cada aluno recebe um colete, ou um material que possa ser amarrado em partes do corpo, e após escolher o local do corpo, onde o aluno visa ser difícil a obtenção pelo colega, a professora da o sinal e os alunos deverão tentar pegar esse material amarrado no colega. Vence quem conseguir o maior numero de coletes.

5) Luta de Longa Distância: Cada aluno recebe um colete ou implemento, (pode ser fabricado esgrima de jornal para essa atividade), e com o implemento em mãos a professora cita o nome de um aluno aleatoriamente onde o mesmo tem que se livrar dos “golpes”, são todos contra um, portanto a brincadeira deve ser breve para não prejudicar o aluno citado. E isso se repete ate todos os alunos participarem.


Artes Marciais

Constitui-se como uma das mais antigas manifestações da cultura humana, sendo mundialmente difundida e apresentando em cada região diferentes praticas e concepções.
As artes marciais estão presentes em diferentes culturas, civilizações e sociedades. Na Idade Média destacam-se a preparação em técnicas de lutas dos cavaleiros envolvidos nas cruzadas e ate mesmo à realização de torneios, no caso do Ocidente a presença de samurais no Japão feudal, com um estrito código de conduta e preparação militar. Hoje as artes marciais estão voltadas para esporte, aquisição de domínio técnico de determinadas lutas, condicionamento físico entre outros.

Artes Marciais Orientais:
Artes marciais orientais:
Chinesas:
  • Kung fu
  • Neijia e Waijia
  • Baguazhang
  • Hsing-I Chuan
  • Tai Chi Chuan
  • I-Chuan
  • Wing Chun (estilo externo de kung fu).
  • Wushu (antigo nome para as artes marciais chinesas ou artes de guerra).
  • Chi Kung (Qigong) (sistema interno de treinamento da energia).
  • Shaolin Quan (consiste em vários estilos diferentes e pertence ao templo shaolin).
  • Bajiquan (sistema interno e externo de kung fu).
  • Suai Jiao (luta chinesa de quedas, projeções e golpes articulares para imobilização).
  • Chin-Na (técnica chinesa de torções articulares).
  • Sanshou (luta de contato, baseada no antigo sistema de luta corporal).
Japonesas:
  • Bujutsu
  • Ninjutsu  
  • Sumô
  • Iaido
  • Iaijutsu
  • Jiu-Jitsu
  • Judô
  • Karatê
  • Kendo
  • Kenjutsu
  • Sojutsu
  • Kyudo
  • Kyujutsu
  • Kempo
  • Naginata
Tailandesas:
  • Muay Thai
  • Krabi Krabong
Coreanas:
·         Hapkido
·         Haidong Gumdo
·         Taekwondo
·         Tangsudo
Artes marciais ocidentais:
  • ArtDo
  • Boxe
  • Capoeira
  • Esgrima
  • Full Contact
  • Jeet Kune Do
  • Kombato
  • Krav Maga.
  • Luta Greco-Romana
  • Luta livre
  • Morganti Ju Jitsu
  • Sambô
  • Savate
  • Shobu-ryu
  • Wrestling
  • Vale-Tudo

ATAQUE
Agarrar : podendo ser nos braços, pernas, kimono,cintura, tronco)
 Reter : Com as mãos, ou com o corpo)
 Desequilibrar: há varias maneiras de desequilibrar o oponente, sendo pelas pernas, tronco, puxando, agarrando, lançando contra o tatame, entre outras.
 Imobilizar: Fixando o adversário contra o solo, segurar os membros impossibilitando qualquer ação do adversário.
Tocar: Com membros inferiores e superiores.

DEFESA

Esquivar-se: podem-se realizar rolamentos pelo solo, desviando em diversos sentidos, abaixando-se entre outros.
         Resistir: opondo-se, usar a força do adversário contra ele mesmo.
    Livrar-se: Com desvios rápidos, agachamentos, atacando.

Podemos aplicar as atividades a seguir na escola como uma pratica pedagógica. Os alunos irao desenvolver competências e habilidades motoras.

JOGO DE RAPIDEZ E DE ATENÇÃO
1)  Inicia-se com uma caminhada no local determinado, que pode ser alterado o ritmo conforme as palmas da professora. Ela escolhe aleatoriamente um aluno e lhe da um personagem a ser representado. Escolhido o personagem ele deve correr pelo local e os alunos que ele for tocando se transforma no mesmo personagem que ele. Isso acontece ate toda turma ficar igual a ele.

JOGOS DE CONQUISTA DE OBJETOS
2)  A turma é separa em duas fileiras onde cada aluno recebe um numero, no qual ele deve ficar atento, pois será chamado por ele. É determinado entre as duas fileiras o espaço onde será feito a conquista do objeto, tendo dois gols determinado pela professora.
Ela chama o numero que foi atribuído o mesmo a dois alunos e eles disputarão o gol, só poderá se locomover de seis apoios (mãos, joelhos e pés). A professora pode fazer uma conta rápida onde os alunos terão de descobrir o resultado e conseqüentemente se for o seu numero o resultado ele ira ate o meio do “campo”.

JOGO DE CONQUISTA DE TERRITÓRIO

3)  A sala é dividida em dois grupos. É dado uma bola sueca que será o meio pelo qual disputarão o território. Um grupo deve pegar a bola do outro grupo, onde cada aluno marca um do oposto. O objetivo é trazer a bola para o seu território.

4)   DESEQUILÍBRIO
Empurrar/puxar: divide-se a sala em duas fileiras, uma de frente para outra formando assim duplas, as duplas se aproximam ainda em fileira, se saúdam, unem as mãos e um empurra o outro contra a parede, treinando o equilíbrio e resistência.

JACARÉ: em duplas eles deverão ficar um de frente para o outro em quatro apoios (mãos e pés), o objetivo é desequilibrar o adversário tirando uma das mãos dele do chão

SUMO: em duplas, ambos devem estar com as mãos na cintura e com jogo de corpo, somente, tentara o desequilíbrio alheio.

GARAGEM: em dupla, uns dos integrantes deitam no chão com os braços abertos, o que esta em pé deve tentar imobilizá-lo.

MOTORISTA E PASSAGEIRO: um da dupla deve estar com os olhos vendados e o outro terá o papel de conduzi-lo. Essa atividade desenvolve a confiança no colega.




sexta-feira, 23 de março de 2012




Brincadeiras de Jogos de Oposição

*Ataque- Tocar, reter, imobilizar, desequilibrar, agarrar.
*Defesa- Esquivar, resistir, livrar.

1° - Rapidez, atençao
Estoura Balões

Cada um da turma receberá um pedaço de barbante de aproximadamente 45 cm com um balão amarrado em uma ponta do barbante, a outra ponta deve ser amarrada no tornozelo.Após isso a turma se espalha pela sala, dado o comando a brincadeira começa, o aluno deve estourar o balão dos colegas e proteger o seu para que não aconteça o mesmo com ele, as mãos devem ficar para trás para que não haja “agressão” para a conquista de um balão, a técnica das mãos para trás é um modo que o professor encontra para fazer com que um colega vigie o outro para não haver confusão durante a brincadeira.Quando restar dois alunos com o balão cheio os dois farão uma disputa pela vitória, com golpes básicos e não violentos eles irão “lutar” não deixando espaço para que o adversário estoure seu balão. O primeiro que estourar é o vencedor.Nessa etapa final optamos por golpes das lutas, pois haverá alunos e professor observando-os para que não infrinjam as regras de não ser agressivo, assim a brincadeira ocorre de maneira tranqüila apenas com a diversão e aprendisagem.A brincadeira requer muita rapidez e atenção, pois o aluno precisa ser ágil em estourar o maior numero de balões e prestar muita atenção para não ser pego e assim ser o finalista para disputar a vitoria.

Materiais utilizados:
Balões, barbante.

Ataque:
Desequilibrar, tocar, agarrar, imobilizar, reter.

Defesa:
Esquivar, resistir, livrar.

2° - Conquista de objeto
Maçã

Amarre uma maçã em um barbante de aproximadamente 1 m.
Amarre a outra ponta do barbante no meio de um bastão.Dois alunos irão segurar o bastão, sendo cada um em uma extremidade do mesmo.
Os alunos que estão segurando o bastão devem deixar a maçã no alcance da boca dos alunos que irão disputar o objeto.Os participantes ficarão um de frente para o outro, separados apenas pela maça que estará no alcance de suas bocas, os pés fixos no chão. Para que haja uma sincronia é importante que os alunos que estão disputando sejam da mesma altura.O aluno que conquistar o objeto vence.Isso acontecerá com todos da sala, sempre de dois em dois até que todos tenham participado.Como os pés ficarão imóveis o aluno deve ter muito equilíbrio, pois a maça começará a balançar conforme o adversário tenta segura-la e os pés não poderão acompanhar o sentido para onde ela balançar, somente o tronco e cabeça.

Materiais utilizados :
Maça, barbante e bastão.

Ataque:
Agarrar e desequilibrar.

Defesa:
Esquivar.

3° - Conquista de Território
Sapo

Serão feitas no chão marcações que indicarão a posição em que os alunos deverão ficar, sendo que a distância entre as mesmas será próxima uma das outras de maneira que seja alcançada com apenas um pulo. Sempre haverá uma marcação sobrando e terá um aluno que estará de fora, que tem como objetivo ocupar essa marcação que será determinada como pedra do sapo. Os outros deverão proteger esse espaço não ocupado para que o sapo não o alcance, após dado o comando os alunos deverão trocar de pedra com um salto e deverão estar atentos para que não pulem na mesma pedra, considerando que aonde na há marcação é água. E se pula fora da “pedra” esse mesmo aluno se tornará o sapo da vez. O jogo termina quando o sapo não conseguir ocupar o espaço vazio.

Materiais:
Fita Crepe.

Ataque:
Tocar, desequilibrar.

Defesa:
Esquivar.

4° - Desequilibrar
Cadarço 

A turma será dividida em duplas, essas duplas serão amarradas entre si , pelos tornozelos, o tornozelo direito de um aluno com o tornozelo esquerdo. Essa brincadeira tem como objetivo trabalhar com o equilíbrio dos alunos, para isso eles devem tentar derrubar o adversário, quem cair primeiro perde.

Materiais:
Barbante.

Ataque: 
Tocar, reter, imobilizar, desequilibrar e agarrar.

Defesa:
Esquivar, resistir e livrar.

5° - Reter e Imobilizar
Cobra – Cega Adaptada

Um aluno é escolhido aleatoriamente para ser a cobra-cega e é estipulado uma área que não pode ser ultrapassada pelos demais , que estarão se esquivando da “cobra-cega”. Quando o mesmo conseguir capturar um aluno, só será válido se imobilizar o mesmo com algum golpe de arte marcial, de seu conhecimento. O aluno pego se tornará cobra-cega.

Material:
Venda.

Ataque:
Tocar, reter, imobilizar e agarrar

Defesa:
Esquivar e livrar

6° - Combate
Toque - Estoura
Cada aluno receberá uma quantia em balões que deverá ser espalhada pelo corpo por baixo da roupa, os “adversários” tem por objetivo estourar os balões alheios e estar atento para que os seus não sejam estourados.
Os balões só poderão ser estourados com técnicas de golpes de artes marciais, quando não restar mais balões pelo corpo o aluno sai da brincadeira.

Materiais:
Balões

Ataque:
Tocar, agarrar e desequilibrar.

Defesa:
Esquivar e resistir